quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Não vou, não fico... sufoco

Cai uma...
Cai outra...

Em menos de um minuto começa a tempestade,
As lágrimas sucedem
Os soluços começam
Lentamente os berros emergem
E assim faz chover uma pessoa...

Lágrimas que não param
Lágrimas que não me largam
Lágrimas que me sufocam
Que desesperam com o meu ser!

Oh quem me dera!
Quem me dera conseguir sorrir
Não desanimar a cada derrota
Não fraquejar no meio do caminho
Não invejar as outras conquistas!

Oh quem me dera!
Quem me dera que parasse de chover,
Ver o sol lá fora e correr,
Correr para o meu sonho
Saber como alcança-lo
E tempestades deixar de fazer...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Amor doentio

Não me ames,
Que sou auto-destrutiva...

Não me ames,
Que não tenho alma,
O meu amor é doentio,
E o meu ciúme tardio...

Não me ames,
Que o amor comigo é negro...

Não me ames,
Que deprimo,
Que choro dias afim
E vejo problemas sem fim...

Não me ames,
Que sou louca...
Vingativa,
Violenta,
E desatenta...

Não me ames,
Que me entrego a ti,
Como se nunca me visse a mim,
E o teu amor
Será do que viverei!

Não me ames,
Porque amar eu nunca amei,
Não conheço o amor
Nem a liberdade juntos...

Não me ames,
Porque sentirás saudade,
Da louca por quem te apaixonas-te
E um dia amas-te.

Por isso não me ames...Peço-te por favor... deixa-me viver sem o teu amor!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O que foi???


Foi o olhar... 
Sim, foi o olhar que me cativou...
Aquele momento
Em que os teus olhos tocaram os meus,
Num toque tão profundo 
Que me deixou a alma nua...
Mas também...
Foi o sorriso...
Sim, foi o sorriso que me enfeitiçou...
Aquele instante
Em que teus lábios se abriram como cortinas,
Numa luz tão cintilante
Que me fez sorrir...
Se calhar...
Foi o toque...
Sim, foi o toque que me cativou...
Aquele encontro
Em que a tua mão tocou a minha,
Numa suavidade tão arrepiante
Que me fez desejar-te...
Mas afinal...
Foste tu...
Sim, foste tu que me enamoras-te...
Aquela junção perfeita
De qualidades e parvoíce,
Numa doçura tão intensa
Que me fez adorar-te...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Porquês, sem porque

Porque ainda acordo angústiada,
Quando sonho contigo?

Porque ainda me sinto nervosa,
Quando passas por mim?

Porque é que ainda me sinto enciumada,
Quando falas com ela?

Se me eliminas-te da tua vida...
Porque não te consigo tirar de meu coração?

Se me esqueces-te numa rua perdida....
Porque suspiro ao ver-te na multidão?

Se não me queres de volta...
Porque é que a minha alma deprime?

Não entendo...
Como ainda mexes comigo

Não entendo...
Como ainda sinto por ti

Se tu já te esqueces-te de mim...

terça-feira, 30 de março de 2010

Sufoco...

Não quero mais...
...ouvir falar de ti,
Não quero mais...
...chorar a tua ausência,
Não quero mais....
...sonhar contigo.

Não...

Não quero mais
Viver amargurada
Por uma ferida não sarada
Que me deixa a alma angustiada...

Não...

Não quero mais
Desejar um beijo teu,
Dar-te o coração que é meu,
Adorar-te com o meu eu...

Não...

Não quero mais
As minhas lágrimas derramar,
Contemplar-te ao ver-te passar,
Sonhar que me venhas abraçar...

Não...

Não quero mais...

Se não me adoras,
Não me queres,
Não me desejas...

Então eu não quero mais
Ser aquela que tem saudades tuas,
Que quer voltar a estar contigo,
Que gosta de ti,
Mesmo quando não te importas comigo...

quarta-feira, 24 de março de 2010

Para ti...

Vamos pisar juntos a areia da praia,
Largar os sapatos
E beijar-nos numa duna...

Vamos sentir a água,
Rebolar por entre as ondas,
Fazer amor ao pôr do sol...

Vamos dançar,
Fazer do som das ondas
A nossa música...

Vamos deixar os problemas
Voarem com o vento
E largar todo o tormento...

Vamos deixar que o mar,
Nos limpe a alma
Com toda a sua calma...

Vamos deixar que o que sentimos,
Se transmita nesta dança
Que ao som do mar balança...

Vamos deixar os sonhos,
E beijar-nos como nos dias risonhos!

Foi... Não poderá ainda ser?

Foi no princípio das lágrimas,
No final dos sorrisos...
Foi no princípio das dúvidas,
No final dos beijos...
Nada esperava tão triste adeus,
Nada previa tão fatal pergunta...

Foi quando eu era tua,
E pedia que fosses meu
Que dentro de um gesto teu
Se abateu o meu céu...

É quando sonho contigo
E parece que estás comigo
Que mais triste o meu dia se pinta
E a tristeza me atormenta...

É quando a chuva se abateu sobre a terra,
E ela deixou de absorver a água
Que dentro de mim surge uma grande mágoa...

Foi já não é,
Mas a ferida que passou ao é
Quer retroceder ao ser
Porque no fundo na tristeza
Este é o meu viver...