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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Um sonho teu


E foi assim que partiu, deixando o seu sentimento no ar, e a esperança de o voltar a encontrar...nunca um amo-te fora tão real…nunca um sentimento pareceu tão único, tão puro, tão incomparável… só um simples amo-te bastou, um amo-te tudo menos banalizado, um amo-te de poetas épicos que veneram suas musas que teimam em não ceder aos seus encantos…

De repente o mundo parar à volta daquele amo-te…à volta daquele sentimento tão puro que nos despia as almas, e nos fazia sorrir como se a vida fosse sempre um campo de flores na Primavera…

Nunca um amo-te fora dito daquela maneira, nunca ela foi tão amada por alguém tão belo…

O coração bateu mais forte, as pernas tremeram, uma paz invadiu a sua alma, e lágrimas caíram de seus olhos, mas houve uma coisa que ela não conseguiu perceber, se seria alegria se seria tristeza…

Nunca um amo-te fora um amo-te tão a sério…Tão verdadeiro que parecia um amo-te de contos de fadas, ele sim era um verdadeiro príncipe encantado, pois possuía um coração tão puro que conseguia amar de um modo que nem todos têm esse privilégio… Na boca dele o Amor era puro… Tão puro que toda a poesia e melodia do mundo se concentravam nele…

Ela apenas desejou que ele não partisse eternamente…queria a felicidade dele, mas queria poder ver essa felicidade … por momentos ela desejou ser feliz com ele… ele sim parecia o príncipe com que ela sonhava em pequena, o príncipe montado num cavalo branco com quem ela poderia escrever “e foram felizes para sempre” enquanto planeava a sua viagem pelo mundo…junto daquele príncipe encantado que só parecia existir nos livros…

domingo, 13 de abril de 2008

Recordando um dia

E foi assim que viu o final… O dia caía, o sol já não brilhava, uma calma melodia enchia o ar de paz, mas lá dentro ela sabia o sonho havia acabado… Nada mais seria como da primeira vez, nada mais seria como aqueles eternos dias… Eles já não eram dois estranhos, nem dois conhecidos… Eram o que eram… sem vergonhas, sem tabus, sem pensamentos…

As lágrimas não caíam dos olhos, mas caíam do coração, sem que amor fosse, paixão ou qualquer outro sentimento mais intenso, tudo cheirava a final… Ela já não seria aquela menina que se perdia nos braços daquele protector que a envolvia em segurança.

Tal como o sol havia caído e não aparecido naquele dia, também os seus projectos nunca tinham aparecido, e mesmo sem saber o dia de amanhã ela sentiu… Aquela etapa dele havia acabado, e com ela também aquele devaneio que envolvia os dois numa misticidade de sentidos.

A única certeza que ela tinha, era que ela não mais era a mesma, o seu interior tinha-se alterado, não sabia bem o que havia aprendido ou mudado… Mas sabia que algo ali a tinha amadurecido como mulher… Talvez as experiências nunca antes vividas, sentidas, tocadas… Talvez as palavras, conversas, momentos… Talvez os sentimentos as proximidades… Ou simplesmente ela o seu ser, tivesse encontrado a paz que procurava aquela peça que faltava, num sentimento que ficou por definir…

Na lembrança ficaram os bons momentos, os risos, as gargalhadas, e até as lágrimas que ela se comprometera a nunca mais verter… Ainda não sabia o que queria da sua vida, se partir em busca do desconhecido, se continuar a lutar por algo que se comprometera a fazer e ao qual chamava sonho, ou se simplesmente não fazer nada… A única coisa que sabia era que já não era aquele fruto da sociedade em que se inseria, não lhe importava a sua não perfeição, mas as suas qualidades tinham que se louvar e acreditar que era capaz…

Ele ainda não havia partido, mas nos seus olhos brilhavam como os de uma criança com um brinquedo novo…ele estava feliz…muito feliz e isso dava-lhe alegria também, como se fosse o seu próprio momento…

Repentinamente gotas grossas de chuva a despertaram do seu interior…ele estava ali a seu lado…mas até quando?

18-09-07