sexta-feira, 4 de maio de 2012

A história...

Sorrimos
Amamos
Unimo-nos
Desejamo-nos
Adoramo-nos
Distanciamo-nos
Eclipsámos-nos...


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segunda-feira, 30 de abril de 2012

A chuva e o Sol

Um dia a boneca estragou-se...
E o Azul passou a cinza
O Vermelho a negro
O Laranja a cinzento
O Rosa a amarelo
E o arco-íris desapareceu na chuva.

Um dia a boneca acordou...
E o cinza começou a ver o Azul
O Negro o Vermelho
O Laranja a cinzento
O Amarelo a rosa.

Mas a boneca não conseguia alcançá-los
O arco-íris parecia demasiado longe
E a chuva não a deixava sair.

Então a boneca levantou-se
E foi procurar um guarda-chuva...
...e ele partiu-se...

Contudo ela queria o arco-íris
E foi para a rua e depois de encharcada
Começou a ver o Sol lá ao fundo
E sozinha foi caminhando...

domingo, 29 de abril de 2012

o TEU poema

TU... Somente Tu
Afastaste fantasmas
Tentaste curar feridas
E pintaste um arco-íris...

Um arco-íris que me iluminou
E que eu pintei de cinza...

TU... Somente Tu
Fizeste-me andar nas estrelas
Ensinaste-me as letras
Mostraste-me um mundo...

Um mundo que me ia ajudar
E que eu neguei...

TU... Somente Tu
Fizeste-me sorrir
Amaste-me
Fizeste-me mulher...

Uma mulher que eu já era e completei
Mas que perdi por teimosia e cegueira...

TU... Somente Tu
Fizeste-me acreditar no amor
Ensinaste-me o que não queria ver
Deste-me a maior paciência do mundo

Paciência que eu devia ter aproveitado
E que puxei até queimar algo lindo...

TU... Somente Tu
Não falhas-te
Na realidade ajudas-te
Eu é que estava demasiado ocupada a odiar o mundo...

Por isso HOJE e SEMPRE
Amo-te a ti e acredito que Tu
e somente TU és o tal...

Pode não ser hoje, nem amanhã
Mas iremos voltar a ver o mesmo...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Paixão que não vivi

Deixa-me voltar atrás
Viver a paixão que não vivi
Beijar quem não beijei
E ter aquilo que era "proibido"...

Oh tempo deixa-me ir ali
E viver a loucura que não vivi
Aproveitar a lua daquele barco
E assumir que o que lutava era errado...

Oh ventos levai-me para onde me perdi
E deixai-me rasgar a roupa dessa paixão que engoli.

Quero voltar...
Quero soltar-me...
Agarrar o que não agarrei
E esquecer que tinha compromisso

Oh tempo deixa-me
Dá-me a oportunidade
De viver a paixão...
... a paixão numa ilha paradisíaca...

Oh ventos levai-me de volta
À noite em que as cartas deixaram de ser jogo...
... e passaram a ser alguém!


Politicamente correcto... sentimentalmente incorrecto

Há o certo e o errado,
O bem e o mal,
Mas é sempre tudo tão simples?

E o políticamente correcto?
Que nos mata por dentro
Obriga-nos a esconder lágrimas
E a mostrar o maior sorriso do mundo...

Que nos mata mais um bocadinho
Quando sorrimos e queremos chorar
Que nos faz ser falsos
Quando queremos desaparecer e aparecemos
Que faz de nós cínicos
Quando a dor é maior que a alegria...

Onde está o branco?
Que nos dias de chuva nos permite ser nós...
...aqueles a quem é permitida a sinceridade...

Politicamente correcto...
...ou será sentimentalmente incorrecto?

Quero berrar,
Irritar-me com o mundo...
Bater o pé
Gritar bem alto que não percebo...

...o que correu mal...

E largar numa esquina qualquer
As regras de etiqueta que me obrigam a sorrir,
A dizer que está tudo bem...
Que me obrigam a ser a cínica que não sou!

Politicamente correcto...

...sentimentalmente incorrecto



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Ser sem alma

tu não me queres,
Desculpa mas não...
eu estou estragada
Não sou o sorriso que vês todos os dias,
Nem as piadas que trago do quotidiano,
Sou vazia... Sou feita para agradar...

Por isso Não...
Tu não me queres.
Apenas queres a ideia de mim,
A imagem que criaste na tua mente,
De uma perfeição que não existe...

Sou apenas uma miragem,
Um ser que construíste na tua mente,
Que trás um sorriso efémero uma vez por dia...

Por isso te digo,
Tu não me queres
Estou estragada...
Pois sou apenas uma boneca de porcelana...
Capaz de encantar
Mas incapaz de amar...

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Doença silenciosa

Consomes-me por dentro,
Sem avisar que vieste.
Destróis-me aos pouquinhos,
E deixas o meu coração aos buraquinhos.

Lá fora ninguém vê que chegas-te,
Ninguém vê que para mim é noite,
Ninguém repara que eu já não sou...
...eu

Sou uma mistura das duas,
As duas faces de uma moeda,
A lágrima e o sorriso...

Fico presa dentro de mim
Retraio emoções
Guardo pensamento
Bloqueio sensações.

E tu?

Consomes-me,
Queres travar-me, prender-me, amarrar-me!
Tornas o meu dia insuportável,
Impedes-me de viver...e de sorrir.

És uma presença que me faz sentir terrivelmente só!